“Escrever textos, apenas pretexto, para confessar ao mundo o que não consigo contar aos amigos.”

(Cristina Lira)
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16.12.12

Ponto de Ônibus


Estou esperando um ônibus que ainda não passou. Não sei se aqui é o fim da linha ou se ele ainda passa por aqui.. To sem os horários e sem os telefones..

Perdida na parada do ônibus, esperando, esperando. Esperei muito, por aqui ate choveu, fez frio e muito calor... To com sede... preciso ir... Parada aqui não não vou a lugar nenhum....

Não posso e nem consigo adivinhar se o ônibus quebrou, ou se alguém tá machucado.. Mas não posso permanecer aqui parada.

Deixei recados em lápis de olho e batom.. Talvez a chuva fez borrar as mensagens... Mas eu deixei  escrito está lá...

Comecei a andar,mas não é fácil....

Mas prometo não pegar carona, somente por enquanto...Por que?

Porque a vida segue e eu tenho que viver.

Beijo


29.11.12

Não existe




“Não existem segundas chances, porque nada volta a ser como era antes. Depois que algo é quebrado sempre vão existir marcas que vão provar que algo esteve errado. Não existe segundas chances quando um coração é magoado. Não existe outras oportunidades para algo que se deixou passar.” 

— Caio Fernando Abreu.

Eu não estou pedindo a sua permissão para ficar

“ Não estou pedindo o seu melhor, nem questionando o seu pior. Não estou dizendo que vou chegar, bagunçar, permanecer, arrumar, bagunçar de novo e assim em diante. Não digo que vou marcar a sua vida, a sua história, o seu coração. Eu não digo nada. E prefiro não dizer. É complicado falar em excesso e pouco cumprir. Entre tudo o que eu poderia te prometer e oferecer. Prometo ficar, mesmo que a minha presença não te agrade. E te ofereço o meu melhor enquanto estiver aqui. Não peço a sua permissão para ficar, porque quem quer ficar, fica. E eu quero, e muito. Eu não estou te pedindo nada, além dá chance de mostrar que eu posso fazer a diferença, mesmo quando todos parecerem iguais. A escolha é sua, mas a chance é nossa.”



Quem sabe isso algum dia se torne verdadeiro...
Quem sabe....

25.11.12

Eu tenho muito medo de deixar de ser

“Escrevo isso e choro. Porque quero tanto e não quero tanto. Porque se acabar morro. Porque se não acabar morro. Porque sempre levo um susto quando te vejo e me pergunto como é que fiquei todos esses anos sem te ver. Porque você me entedia e dai eu desvio o rosto um segundo e já não aguento de saudade. E descubro que não é tédio mas sim cansaço porque amar é uma maratona no sol e sem água. E ainda assim, é a única sombra e água fresca que existe. Mas e se no primeiro passo eu me quebrar inteira? E se eu forçar e acabar pra sempre sem conseguir andar de novo? Eu tenho medo que você seja um caminhão de luz que me esmague e me cegue na frente de todo mundo. Eu tenho medo de ser um saquinho frágil de bolinhas de gude e de você me abrir. E minhas bolhinhas correrem cada uma para um canto do mundo. E entrarem pelas valetas do universo. E eu nunca mais conseguir me juntar do jeito que sou agora. Eu tenho medo de você abrir o espartilho superficial que aperto todos os dias para me manter ereta, firme e irônica. Minha angústia particular que me faz parecer segura. Eu tenho medo de você melhorar minha vida de um jeito que eu nunca mais possa me ajeitar, confortável, em minhas reclamações. Eu tenho medo da minha cabeça rolar, dos meus braços se desprenderem, do meu estômago sair pelos olhos. Eu tenho medo de deixar de ser filha, de deixar de ser amiga, de deixar de ser menina, de deixar de ser estranha, de deixar de ser sozinha, de deixar de ser triste, de deixar de ser cínica. Eu tenho muito medo de deixar de ser.”