“Escrever textos, apenas pretexto, para confessar ao mundo o que não consigo contar aos amigos.”

(Cristina Lira)
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15.6.12

Sobre Freqüência

Acordei com vontade da vontade de voltar a dormir.
Mas levantei, pessoas "normais" fazem isso, mas penso que se não tivesse tanta responsabilidade eu voltava para a minha cama quente e segura.
Levantei pq preciso viver, levantei pq mesmo que não queira eu preciso.
E esse precisar as vezes me deixa triste, Não sou a dona da minha vida, sou dona de minhas escolhas mas, e esse "mas", não são apenas as minhas escolhas.
Esse "mas", engloba muitas coisas na minha vida,
o "mas" em questão é o dever da responsabilidade é o amor pelo outro.
Não me arrependo de quase nada, e das coisas que me arrependo, foi pq não o fiz.
E sou assim, por simplesmente pensar em alguém muito mais, muito mais que especial na minha vida, uma parte enorme de mim.
De sangue, pele, olhos e palavras.
To meio depre hoje, e fazia algum tempo que não ficava assim...Não o "estar" em depre.. Mas o estar sentindo essa angustia enorme no peito.
Uma vontade absurda de colocar uma mochila nas costas e sair pelo mundo.
Essas benditas lagrimas que teimam em cair.. Pq eu só consigo escrever no trabalho?
Talvez aqui só tenha eu e um milhão de responsabilidade.. Mas aqui é uma forma de não me importar..
Não ando me importando se o cliente ficará satisfeito, ou se o pessoal do financeiro já analisou os depósitos, se os vouchers vão ser entregue nos dias certos, se os emails estão sendo respondidos.
Aqui eu to e não tô...
Mas em casa, são meus problemas..Em casa eu sou a Dona da empresa, se algo não sair bem, eu terei consequência.
Ando meio que cansada..
Talvez os hormônios dessa fase maluca, ou dessa preocupação que ultimamente povoa meus pensamentos.
Mais responsabilidade.


Gostaria de saber pq sou essa geladeira as vezes, gostaria de saber pq sempre ganho o premio de "levantar a parede" tão rápido assim.
Penso em suas linhas, entro na sua casa,
Pois é, são pessoas.


Queria estar completa, me sentir completa..Mas não estou..
Pq o "estar" completa é com a gente mesmo, somos os únicos a encontrar essa força que vem nos completar e temos essa responsabilidade com a gente mesmo...
Alguém sabe o remédio que se toma para isso acontecer?


As vezes falo tanta coisa idiota, é sim, idiota.Tanta coisa infantil...Tantas ideias fora do contexto, somente para  não me mostrar inteira,
Somente para receber o colo, ou até mesmo uma palavra.
Sei que é assustador vê uma pessoa inteira, vê como ela é de verdade..E ai eu falo as minhas meias verdades como forma de fuga ou até mesmo de solidão.


Tô bem triste, a garganta começa a doer e as benditas lágrimas teimam em cair.
Mas a gente segura a "peteca", pq ninguém vem segurar pra gente.
Ninguem tem culpa, pelo que estou sentindo, apenas eu.


Eu e essa parede bruta cheia de fragilidade pela qual sempre me escondo.
Seria tão fácil, para uma pessoa "normal", entregar tanta coisa e dividir responsabilidade, mas não seria eu, pq são minhas.
Eu que me dei de presente a responsabilidade de carregar responsabilidade, minhas, tuas, e de outros.


Eu que ando cansada de tanta loucura, queria passar um dia junto deles ( dos loucos), talvez sejam mais sábios e consigam lidar com tanta coisa ao mesmo tempo.
Entrei na tua casa e não me achei, entrei novamente ontem e novamente vi com a porta fechada. Estranho?
Já nem sei mais, dizem que logo nos acostumamos com as distancias.
Mas eu juro que queria alguém que com força ou sem, provocasse uma rachadura na minha parede, que com inteligencia soubesse retirar os pesos que carrego, por palavras, gestos ou .... Não sei.


Eu sei que você me entende, eu sei que você me lê perfeitamente, mas estamos no "perdidos", sera?
Tanta coisa junta e misturada, tanta coisa complicada e simples, tantos mares e copos de água.
To pedindo socorro e você não me escuta, ou parece não me escutar e não sabe como agir. Não sei.


To terrivelmente em estado de chutar o balde.
“A falta de definição, por si só, define a vida.Tudo é transitório, nossas manias, nossos pensamentos, nossos amores, nossos pontos de vista. Sabemos quem somos e o que sentimos, mas não sabemos até quando....”
Martha Medeiros


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